terça-feira, 15 de dezembro de 2015

ESCALA DA PASTORAL LITÚRGICA - JANEIRO 2016

JANEIRO/2016

DIA
SEMANA
HORA
EQUIPE
RESPONSÁVEL
OBSERVAÇÃO
 01
SEXTA-FEIRA
20:30HS
9
LILIA
SANTA MARIA MÃE DE DEUS
02
SÁBADO
18:00HS
1
DINÁ
EPIFANIA DO SENHOR
03
DOMINGO
07:30HS
4
MÁRCIA DINIZ
03
DOMINGO
19:00HS
10
CRISTIANO E MÔNICA
07
QUINTA-FEIRA
19:30HS
8
MÁRCIA SANTIAGO
1º DIA DO TRÍDUO EM PREPARAÇÃO PARA ANIVERSÁRIO DA PARÓQUIA
08
SEXTA-FEIRA
19:30HS
5
SILVIA
2º DIA DO TRÍDUO
09
SÁBADO
18:00HS
6
GILDA E MARQUINHO
3º DIA DO TRÍDUO – BATISMO DO SENHOR
10
DOMINGO
07:30HS
2
MARIA ALICE
BATISMO DO SENHOR
10
DOMINGO
19:00HS
3
CONCEIÇÃO
BATISMO DO SENHOR E 17 ANOS DE ANIVERSÁRIO DA PARÓQUIA
14
QUINTA-FEIRA
19:30HS
4
MÁRCIA DINIZ

16
SÁBADO
18:00HS
5
SILVIA
2º DOMINGO DO TEMPO COMUM
17
DOMINGO
07:30HS
8
MÁRCIA SANTIAGO
17
DOMINGO
19:00HS
1
DINA
21
QUINTA-FEIRA
19:30HS
2
MARIA ALICE

23
SÁBADO
18:00HS
3
CONCEIÇÃO
3º DOMINGO DO TEMPO COMUM – CONVERSÃO DE SÃO PAULO
24
DOMINGO
07:30HS
6
GILDA E MARQUINHO
24
DOMINGO
19:00HS
7
VALDO
28
QUINTA-FEIRA
19:30HS
9
LILIA

30
SÁBADO
18:00HS
8
MÁRCIA SANTIAGO
4º DOMINGO DO TEMPO COMUM
31
DOMINGO
07:30HS
1
DINÁ
31
DOMINGO
19:00HS
6
GILDA E MARQUINHO
CELEBRAÇÕES FORA DA MATRIZ
2
MARIA ALICE
4
MÁRCIA DINIZ

ESCALA DA PASTORAL LITÚRGICA - DEZEMBRO/2015

DEZEMBRO/2015

DIA
SEMANA
HORA
EQUIPE
RESPONSÁVEL
03
QUINTA
19:30
3
CONCEIÇÃO
04
SEXTA
19:30
9
LILIA
05
SÁBADO
18:00
5
SÍLVIA
06
DOMINGO
07:30
1
DINÁ
06
DOMINGO
19:00
10
CRISTIANO E MÔNICA
10
QUINTA
19:30
2
MARIA ALICE
12
SÁBADO
18:00
8
MÁRCIA SANTIAGO
13
DOMINGO
07:30
5
SÍLVIA
13
DOMINGO
19:00
6
GILDA E MARQUINHO
17
QUINTA
19:30
4
MÁRCIA DINIZ
19
SÁBADO
18:00
3
CONCEIÇÃO
20
DOMINGO
07:30
6
GILDA E MARQUINHO
20
DOMINGO
19:00
8
MÁRCIA SANTIAGO
24
VÉSPERA DE NATAL
20:30
1
DINÁ
25
NATAL
19:00
2
MARIA ALICE
26
SÁBADO
18:00
4
MÁRCIA DINIZ
27
DOMINGO
07:30
3
CONCEIÇÃO
27
DOMINGO
19:00
7
VALDO
31
VIRADA DE ANO
20:30
5
SÍLVIA
CELEBRAÇÕES FORA DA MATRIZ
1
DINÁ
3
CONCEIÇÃO

OBRIGAÇÕES DE CADA COORDENADOR DE EQUIPE DE LITURGIA




1 = Fazer uma reunião mensal ou bimensal com seus leitores.
2 = Fazer a escala mensal ou bimensal para as celebrações que sua equipe estiver escalada para o mês ou meses seguintes. E entregá-la aos leitores e uma ao coordenador geral.
3 = Treinar e acompanhar os leitores novatos.
4 = Passar as leituras para os membros escalados com pelo menos uma semana de antecedência.
5 = Participar da reunião mensal com os coordenadores de liturgia ou enviar um representante. As reuniões são sempre todas as 3ª sextas-feiras de cada mês às 19:30 horas na igreja.
6 = Estar presente nas celebrações em que sua equipe estiver escalada ou pedir um membro para ficar responsável para qualquer eventualidade.
7 =  Pedir ao comentarista para chegar antes da celebração com no mínimo 30 minutos de antecedência e os outros leitores com 20 minutos.
8 = Quando sua equipe estiver escalada no domingo à noite, levar as túnicas para serem lavadas e trazê-las para a sacristia até quinta-feira durante o dia.
9 = Participar dos encontros de formação e incentivar os membros de sua equipe para participarem. Assim como todos os eventos promovidos pela Pastoral.
10 = Nas datas festivas, entrar em contato com o coordenador geral e o padre, com bastante antecedência, para organizarem uma celebração criativa.

   Sugerimos que nas reuniões com a equipe de liturgia, além de elaborar as escalas para os meses seguintes, sejam feitos momentos de oração, relatar falhas e dificuldades, fazer elogios, divulgar diretrizes da pastoral litúrgica, da paróquia, da diocese, da CNBB e da Santa Sé. Também pode-se fazer momentos de formação e treinamentos para os leitores. Esta reunião poderá ser realizada na igreja ou mesmo numa casa de um dos membros.


   “Servi ao Senhor com alegria; e entrai diante dele com canto”. (Salmo 100,2)

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

SUGESTÕES LITÚRGICAS PARA O TEMPO DO ADVENTO - ANO C 2015/2016

 Para iniciarmos com fé, alegria e esperança o novo ano litúrgico, estamos sugerindo às equipes de liturgia alguns procedimento que ajudam a valorizar as celebrações, dentre elas citamos: 
1) TEMPO DO ADVENTO:     
                         
  A - Coloque na entrada da igreja um tronco grande, do qual deve sair um broto (que poderá ser uma orquídea ou qualquer planta verde, que dure todo o Tempo do Advento). Esse símbolo alude a comunidade que do tronco de Jessé nascerá o rebento de Davi. Ele simboliza também o sentido da espera.

B - Na procissão de entrada, uma pessoa traz a coroa do Advento sem as velas e a deposita no suporte que já deverá estar preparado em local visível para todos. Essa entrada da coroa só se faz no primeiro domingo do Advento.

C - Quem preside ou o comentarista convida a comunidade a acolher a primeira vela do Advento (se possível, trazida por uma mulher grávida). Enquanto a vela se aproxima acesa, o grupo de canto entoa um refrão meditativo, do tipo: “Teu sol não se apagará”, ou “Ó luz do Senhor”. A vela é colocada na coroa e quem a deposita, erguendo as mãos e o olhar para o alto, diz o seguinte: “Bendito sejas, Senhor Deus das promessas, pela luz de teu Filho, Jesus Cristo, Senhor das nossas vidas e da história, a quem esperamos ansiosos e felizes!” Ao término, todos entoam novamente o mesmo refrão meditativo.

D – O tempo do Advento não tem um número fixo de dias e depende sempre da solenidade do Natal. Ele começa na tarde (1ª Vésperas) do primeiro domingo após a Solenidade de Cristo Rei e se desenvolve até o momento anterior à tarde (1ª Vésperas) do Natal. Ele possui quatro semanas e, por isso, quatro domingos celebrativos. O terceiro domingo do Advento é chamado de domingo da alegria por causa da antífona de entrada da missa (Alegrai-vos sempre no Senhor), mostrando a alegria da proximidade da celebração do Natal. O tempo do Advento se divide em duas partes. A primeira, que vai até o dia 16 de dezembro, é marcada pela espera alegre da segunda vinda de Jesus. A segunda, os dias que antecedem o Natal, se destaca pela recordação sobre o nascimento de Jesus em Belém. Nesse ano de 2015 o Tempo do Advento terá início no dia 29/11 (domingo).


2) VÉSPERA DE NATAL

Cantar ou recitar o Kalendas (pode ser em latim ou em português ), foi um costume dos Papas João Paulo II e Bento XVI, antes da procissão de entrada para Missa.
Kalendas:
Vinte e Cinco de Dezembro. Décima-nona Lua.
Tendo transcorrido muitos séculos desde a criação do mundo,
Quando no princípio Deus tinha criado o céu e a terra e tinha feito o Homem à sua imagem;
E muitos séculos de quando, depois do dilúvio, o Altíssimo tinha feito resplandecer o arco-íris, sinal da Aliança e da Paz;
Vinte e um séculos depois da partida de Abraão, nosso pai na fé, de Ur dos Caldeus;
Treze séculos depois da saída de Israel do Egito, sob a guia de Moisés;
Cerca de mil anos depois da unção de David como rei de Israel;
Na sexagésima quinta semana, segundo a profecia de Daniel;
Na época da centésima nonagésima quarta Olimpíada;
No ano setecentos e cinqüenta e dois da fundação da cidade de Roma;
No quadragésimo segundo ano do Império de César Otaviano Augusto;
Quando em todo o mundo reinava a paz, Jesus Cristo, Deus Eterno e Filho do Eterno Pai, querendo santificar o mundo com a sua vinda, tendo sido concebido por obra do Espírito Santo, tendo transcorrido nove meses, (aqui eleva-se a voz, e todos se ajoelham) nasce em Belém da Judeia da Virgem Maria, feito homem:
Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo a natureza humana.
R. Graças a Deus.

Depois de cantar Kalendas, procede a procissão de entrada.
Depois do Evangelho, um casal entra em procissão com a imagem do Menino Jesus coberto com um manto, sendo as luzes da igreja parcialmente apagadas. E assim que chegar ao presbitério, entregá-lo ao padre, para apresentá-lo à assembléia, acendendo todas as luzes e tocando os sinos da igreja.
Entrar no ofertório crianças com corações vermelhos em cartolina e colocados nos pés do Menino Jesus.

      3) NATAL DO SENHOR:
  
Na procissão de entrada levar velas, cruz e o lecionário.
Deixar a igreja bem festiva, com flores e enfeites natalinos.
Cantos alegres.
Substituir o ato penitencial pela aspersão de água à assembléia.
Após a proclamação do evangelho, poderá ser feita uma pequena encenação ou a uma procissão levando a imagem do Menino Jesus até o presépio.
Pode-se fazer cartõezinhos com mensagens de natal para distribuir aos presentes.
Escrever no mural: “HOJE NASCEU O SALVADOR PARA NÓS!”
No final da celebração, expor a imagem do Menino Jesus para os fiéis beijarem.


4) TRÍDUO E FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA:

 Celebrar e refletir sobre Nossa Senhora no Primeiro dia, São José no Segundo dia e Jesus Cristo no terceiro dia.
Bênção para os filhos, bênção para os casais, bênção para todas as famílias.
No dia da Festa poderá ser feito um teatro, um jogral ou uma mensagem para todas as famílias. Fazer a renovação dos compromissos matrimoniais.

5) MISSA DA VIRADA DO ANO (31/12)
Fazer um pequeno teatro:
  •      Convidar um senhor idoso, que representará o ano que está terminando; e uma criança que irá representar o ano novo.
  • O idoso e a criança entrarão juntos, cada um segurando cinco cartazes que conterão palavras na seguinte ordem: 
  • Velho = 1 (tristeza) – 2 (desavença) – 3 (desânimo) – 4 (prepotência) – 5 (ódio)  
  • Criança = 1 (alegria) – 2 (perdão) – 3 (esperança) – 4 (humildade) – 5 (amor) 
  • Cada um, o velho e a criança, deverão assim que entrar em procissão, ficarão em pé nas escadas, de frente para a assembleia. Primeiro o velho levanta o cartaz 1 (um) e o comentarista diz: “Para um ano velho de tristeza...”
  • Imediatamente a criança levanta o seu cartaz 1 (um) e comentarista completa:
  • “Que no ano novo plantemos a alegria dentro de nossos corações!” 
  • E assim, segue-se a ordem abaixo:
  • Velho (cartaz 2) – Comentarista: “Para um ano velho que tivemos desavenças...”
  • Criança (cartaz 2) – Comentarista: “Que no ano novo busquemos levar o nosso perdão imitando o próprio Jesus!” 
  • Velho (cartaz 3) – Comentarista: “Para um ano velho em que ficamos no desânimo...”
  • Criança (cartaz 3) – Comentarista: “Que no ano novo plantemos a esperança em tudo que fizermos!” 
  • Velho (cartaz 4) – Comentarista: “Para um ano velho que usamos de prepotência com nossos irmãos...”
  • Criança (cartaz 4) – Comentarista: “Iniciamos o ano novo sendo mais humildes com aqueles que necessitam de nós!” 
  • Velho (cartaz 5) – Comentarista: “Para um ano velho em que deixamos o ódio tomar conta de nossos dias...”
  • Criança (cartaz 5) – Comentarista: “iniciemos o ano novo semeando o amor por onde passarmos!” 
  • Terminando, o comentarista conclui: “Que em 2016, o ano da Misericórdia, proclamado pelo Papa Francisco, possamos, com ações concretas, transformar os nossos dias valorizando os nossos irmãos e irmãs e louvando à Deus acima de todos os nossos projetos.”


6) EPIFANIA DO SENHOR (03/01/2016)

Uma sugestão é a entrada dos três reis Magos após a proclamação do Evangelho. E o comentarista faria a seguinte leitura:
1. São três reis que chegam lá do Oriente para ver um rei que acaba de nascer. Dizem que um é branco, o outro cor de jambo, o outro rei é negro e que vieram ver. O novo rei que nasceu igual estrela no céu.
2. Dizem que uma estrela muito diferente lá do Oriente se podia ver. Falam de um cometa, ninguém sabe ao certo, mas pelo deserto eles vieram ver. O novo rei que nasceu igual estrela no céu
3. E trazem ouro, incenso e mirra pra festejar o novo rei que tem poder e majestade que vem do céu, que é de Deus. Que vai sofrer, que vai morrer e que nos libertará...
4. São milhões de vidas que no Ocidente, que no Oriente sofrem de opressão. Têm todas as cores, todos os temores, todos os rancores desta humilhação. Esperam libertação e olham todos pro céu.
5. Dizem que um futuro muito diferente essa pobre gente inda conhecerá. Dizem que é seguro, que o futuro é certo que anda muito perto, que começa já! Olham pro rei que nasceu igual estrela no céu.


7) BATISMO DO SENHOR (10/01/2016)

Convidar a equipe de preparação para o Batismo e o Ministro de Batismo para participarem da celebração. Seja nas leituras, ofertório, coleta ou acolhida.
Destacar a pia batismal, iluminando-a com um holofote.
Durante o ato penitencial, o padre faz a benção da água na pia batismal e depois convida a assembléia para tocar nessa água e se purificar dos seus pecados.

No ofertório, entrar com os símbolos do Batismo (água, óleo dos catecúmenos, óleo do crisma, uma pomba representando o Espírito Santo, um bebê vestido de roupa branca. Enquanto isso o comentarista faz um breve comentário sobre cada um desses símbolos do Batismo.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

FORMAÇÃO LITÚRGICA

A partir desta data estaremos publicando uma sequência de textos direcionados à formação litúrgica de todos os membros da nossa querida pastoral, como também à todos católicos que queiram se aprofundar mais sobre as origens, vivência e diretrizes da Igreja Católica no mundo. INTRODUÇÃO À LITURGIA. 1. No principio dos seus Exercícios Espirituais, S. Inácio de Loiola define com poucas palavras o dever do homem para com o seu Criador. "O homem foi criado para louvar a Deus, Nosso Senhor, prestar-Lhe reverência e servi-Lo e, fazendo isto, salvar a sua alma. A s outras coisas na terra foram criadas por causa do homem e para o ajudar na consecução do fim, para o qual foi criado”. Estas palavras são unia introdução adequada à Liturgia sacra. Pois o homem, criatura de Deus que é, depende dele completamente; a sua dependência deve-a reconhecer e manifestar. Pela reverência interior reconhece a soberania de Deus sobre a sua alma, fazendo, por exemplo, os atos de fé, esperança e caridade; é o culto interior. Pelo louvor e serviço manifesta os sentimentos de sujeição por meio de sinais sensíveis; é o culto exterior. O homem não está sozinho na terra; há "outras coisas, criadas por causa dele." Estas outras coisas são, em primeiro lugar, os outros homens, vivos e mortos; em segundo lugar as criaturas irracionais, vivas e inanimadas. Devem auxiliá-lo na consecução do seu fim; devem, portanto, em ação comum com ele, servir a divina Majestade. Este serviço comum de todas as criaturas é serviço de Deus, é Liturgia, na acepção mais lata, embora imprópria, porquanto inclui todos os deveres do homem. Nesta disciplina, porém, tornamos a palavra Liturgia no seu sentido próprio, significando um dever especial, o culto direto do Criador, cujos atos abrangemos com o nome de Virtude de Religião.
§ 1. NATUREZA DA LITURGIA.

2.       I. Definição nominal. A palavra Liturgia significava:

          1) Na antiguidade, uma função profana, pública, não remunerada, p. e., a função de juiz, de festeiro de jogos públicos, de diretor de teatro, de armador de navio, mesmo de operário público. Pois a palavra Liturgia deriva-se de leiton = do povo; e érgon = a obra, o ministério; e denota qualquer ministério exercido em nome ou em favor da comunidade.
          2) Em o novo testamento, um encargo público, embora profano, na comunidade religiosa. Assim o cuidado dos pobres na cristandade de Corinto tem este nome, 2 Cor 9, 12: "ministerium huius officii".
          3) Uma função pública sacra da Igreja: a pregação da palavra divina, as orações dos clérigos, principalmente o sacrifício. Já no antigo testamento o serviço dos sacerdotes e levitas no santuário se chama Liturgia (Ex 28, 39), em o novo testamento o serviço sacro de Zacarias é Liturgia (Lc 1, 23); principalmente Jesus Cristo é chamado leitourgos. (Heb 8, 2.) Os Santos Padres muitas vezes falam da Liturgia sacra, entendendo todo o serviço sacro do clero.
          4) O sacrifício do novo testamento. Nas constituições apostólicas (c. 380) a missa é chamada Liturgia. Desde o século 9° os gregos usavam este termo para designar a missa.

3.       II. Definição essencial. Esta é formada do gênero próximo e da diferença específica. Tal é a seguinte definição: Liturgia é o culto da Igreja. "Culto" é a noção genérica, pois culto pode significar uma série de atos (obj. mat.), ou uma homenagem prestada (efeito do culto), ou a inclinação interior para esta homenagem. Na definição entra "culto" no primeiro sentido. "Igreja" é a noção específica, pois o culto da Igreja não é culto só interior, mas também exterior; não é culto individual e privado, mas social e público; não é arbitrário e natural, mas prescrito e oficial. Estes termos: exterior, público e oficial estão incluídos na noção de "Igreja", que necessariamente tem estas qualidades. (Cf. Hansens, Gregorianum, 1927, p. 204-228; Coelho I; Eph. Lit. 1927, p.405-412.)


§ 2. ORIGEM DA LITURGIA.


4.       Do que fica dito, se vê a veneranda origem da Liturgia católica.

1. As partes essenciais da missa foram instituídas pelo próprio Jesus Cristo, quando, na véspera da sua sagrada paixão, disse a primeira missa na presença dos apóstolos. O Padre Nosso, parte integrante de todas as Liturgias, foi ensinado por ELE. Os santos sacramentos, quanto à forma essencial, foram todos instituídos por Nosso Senhor.

5.       2. Estas partes essenciais, no decurso do tempo, foram cercadas de cerimônias, ora simples, ora majestosas, todas, porém, convenientes; e de preces adequadas. O que primitivamente foi uso legítimo, posteriormente foi sancionado pela Igreja em virtude do poder legislativo outorgado a Pedro e seus sucessores: "O que ligares sobre a terra, será ligado no céu; o que desligares sobre a terra, será desligado também no céu." (Mt 16, 19.)
A Liturgia é, por conseguinte, de origem divina, parte diretamente e parte indiretamente; deve ser tratada com muito respeito.


§ 3. OBJETO DA LITURGIA.

As ações litúrgicas são múltiplas; apesar disto formam conjunto bem ordenado. Esta unidade interior em todas as manifestações e ramificações do culto tem o fundamento no objeto a que se referem, e no sujeito que as põe em prática. 1. O objeto primário da Liturgia sacra é Deus. (Eisenhofer I, 6; Gatterer, Annus liturgicus, p. 7; Vigourel, Cours synthet., p. 4.) A Ele só compete adoração, a Ele só se oferece o sacrifício da missa. Ora à SS. Trindade, ora a Deus Padre, ora a Deus Filho, ora ao Espírito Santo é que se presta o culto explicitamente. Pela doxologia: "Glória ao Padre, e ao Filho e ao Espírito Santo", é glorificada muitas vezes durante o dia a SS. Trindade. Nas orações da missa, a petição as mais das vezes se dirige a Deus Padre: Omnipotens sempiterne Deus... A Deus Filho são consagradas as festas mais solenes do ano eclesiástico: natal, páscoa, corpo de Deus e outras. O Espírito Santo invoca-se frequentemente, p. ex., no ofertório da missa: Veni sanctificator... Este é o culto latrêutico (de "latria" = adoração). 7. 2. Objeto secundário é: a) o culto dos Santos, e principalmente de Maria SS.: aquele chama-se culto de dulia ou de veneração, este, culto de hiperdulia ou de veneração toda especial. b) o culto dos objetos que têm relação com Jesus Cristo e sua obra de redenção. Tais são, p. ex., as relíquias do santo Lenho, as relíquias e imagens dos santos. É o culto relativo (cân. 1255). c) o culto de pessoas ainda vivas e de coisas sagradas. Ante o bispo, p. ex., se fazem genuflexões, ante o sacerdote, inclinações. De incensação são, julgados dignos não só os clérigos, mas também leigos eminentes e todo o povo. Esta honra concede-se por motivos religiosos e refere-se, em última análise, a Deus. S. Inácio de Antioquia (Ep. ad Trail. 3, 1) ensina: Todos devem honrar os diáconos como a Jesus Cristo, e também ao bispo, que é a imagem do Pai, e aos sacerdotes, como ao senado de Deus. A escritura sagrada diz: Sois... um povo santo. (1 Ped 2, 9.) 8. 3. Assim se explica o culto das coisas sagradas, p. ex.: o ósculo do evangeliário, das velas, dos ramos bentos. Estas honras entendem-se prestadas ao símbolo de Jesus Cristo (evangeliário), ou a Cristo santificador que distribui suas graças pelos objetos bentos. 4. Os sacramentos em geral, as orações, os exorcismos são culto de Deus, porque no seu uso se glorifica a misericórdia, a bondade e a onipotência de Deus. Por conseguinte é Deus o único objeto da Liturgia. Em breve estaremos publicando mais textos sobre a formação litúrgica.

sábado, 5 de outubro de 2013

ENCONTRO DA PASTORAL LITÚRGICA

Será realizado no dia 25 de outubro de 2013 no horário de 19:30 às 21:30 horas na Igreja Sagrada Família o Encontro de Formação Litúrgica em nível paroquial e aberto à todos os paroquianos. O tema inicial deste primeiro encontro é "A Organização do Ano Litúrgico", mas teremos também tópicos sobre procedimentos da Pastoral Litúrgica e demais realidades de uma celebração Eucarística. Lembramos que será cobrado dos membros da Pastoral Litúrgica (os leitores) a participação. Caso contrário, quem faltar deverá ter uma justificativa plausível, pois poderá deixar de ser escalado nas celebrações até o próximo encontro de formação. A formação litúrgica é como um alimento de reforço, que vem para fortalecer a fé e o conhecimento sobre as diretrizes da igreja católica e os novos rumos do cristianismo do século XXI. Aguardamos você lá!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

CURSO DE FORMAÇÃO LITÚRGICA

Convidamos a todos os paroquianos da Paróquia Sagrada Família, especialmente todos os agentes que pertencem a Pastoral Litúrgica, para participarem do 1º Encontro de Formação Litúrgica a se realizar no dia 27/JULHO/2013 das 15 às 17 horas na Igreja Sagrada Família (bairro Danilo Passos). Neste primeiro encontro estaremos falando sobre o Ano Litúrgico e gostaríamos que todas as comunidades da paróquia mandassem representantes. Nosso palestrante será o Paulinho, coordenador da Pastoral Litúrgica da Matriz. E este curso de formação terá sua sequência no dia 23/11/2013 no mesmo horário.